Maslow estava certo?

Artigo escrito por Marco Antonio Oliveira Neves, Diretor da Tigerlog Consultoria e Treinamento em Logística Ltda

Abraham Maslow, um psicólogo norte-americano, que atuou no MIT - Massachusetts Institute of Technology, realizou uma importante pesquisa em 1943, que teve como principal resultado a famosa teoria ou hierarquia das necessidades de Maslow.

Maslow apresentou uma teoria da motivação, segundo a qual as necessidades humanas estão organizadas e dispostas em níveis, numa hierarquia de importância e de influência, numa pirâmide, em cuja base estão as necessidades mais baixas (necessidades fisiológicas) e no topo, as necessidades mais elevadas (as necessidades de auto realização).

Segundo Maslow, as necessidades fisiológicas constituem a sobrevivência do indivíduo e a preservação da espécie: alimentação, sono, repouso, abrigo, etc.

As necessidades de segurança constituem a busca de proteção contra a ameaça ou privação, a fuga e o perigo.

As necessidades sociais incluem a necessidade de associação, de participação, de aceitação por parte dos companheiros, de troca de amizade, de afeto e amor, cada vez mais explícitos em nosso ambiente de trabalho e muitas vezes o foco dos principais conflitos nas empresas.

A necessidade de estima envolve a auto-apreciação, a autoconfiança, a necessidade de aprovação social e de respeito, de status, prestígio e consideração, além de desejo de força e de adequação, de confiança perante o mundo, independência e autonomia.

As necessidades de auto-realização são as mais elevadas, de cada pessoa realizar o seu próprio potencial e de auto desenvolver-se continuamente. Eis aqui o desafio “íntimo” de todos nós.

Hoje, os especialistas no tema estão divididos em dois blocos bem definidos: uns acham que a remuneração funciona com um "motivador" e outros entendem que a remuneração não RETÉM os talentos profissionais, mas apenas os DETÉM.

Há pessoas que se sentem motivadas pelo sucesso financeiro de seus empreendimentos. Nesta categoria estão a maioria dos empresários. Para algumas categorias de profissionais, a remuneração é um indicador de sua competência profissional, como os profissionais da área comercial, que recebem comissão, por exemplo.

Outros especialistas acham que ela não substitui a "motivação interior" da pessoa para fazer aquilo de que ela gosta ou que lhe dê o sentimento de realização pessoal. Existem pessoas que se sentem felizes fazendo coisas que gostam, desde que isso lhes dê o retorno financeiro mínimo necessário para uma sobrevivência digna.

Provavelmente ambos os grupos de especialistas estejam certos, embora pesquisa recente realizada através do newsletter da NET Logística, com cerca de 350 profissionais de logística, tenha apontado que 40% valorizam o “ambiente de trabalho” ao decidir em qual empresa irão trabalhar; 34% destacam a questão da “autonomia”, 17% citaram “outros fatores” e apenas 9% priorizaram a “remuneração”.

As pessoas que trabalham em organizações, em sua vasta maioria, não têm uma percepção clara daquilo que gostam de fazer. Apenas aprenderam um ofício ou desenvolveram alguma habilidade, de forma não planejada, ao acaso, que lhes permite obter uma remuneração satisfatória. Fazem aquilo que sabem e não aquilo de que gostam. Estão presas a essa armadilha do destino, sem coragem para tentar descobrir sua verdadeira vocação, que poderia dar a elas uma recompensa financeira igual ou maior do que o que elas conseguem com o que fazem hoje.

No caso específico da logística e do supply chain, percebemos que apesar de todas as atribulações e desafios, os profissionais são apaixonados pelo que fazem. E como mostra a história pessoal de muitos empresários de sucesso, faça o que você gosta que o dinheiro vem atrás.



 

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